Português:Introdução

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O problema com os livros convencionais

O problema dos livros convencionais é que muitas vezes eles possuem os seguintes objetivos:

  1. Eles querem que os leitores sejam capazes de usar japonês funcional e polido o mais rápido possível.
  2. Eles não querem assustar os leitores com os terríveis caracteres chineses e escritas japonesas.
  3. Eles querem ensinar como dizer frases do português em japonês.

Normalmente os livros de linguagens românicas, como o espanhol, não apresentam nenhum destes problemas devido à similaridade com o português. No entanto, como o japonês é diferente em quase todos os aspectos inclusive nas formas fundamentais de pensar, estes problemas criaram muitos dos livros confusos que você vê hoje no mercado. Eles são geralmente cheios de regras complicadas e incontáveis regras gramaticais para frases específicas do português. Eles também não contêm quase nenhum kanji e então quando você finalmente chega ao Japão, veja! Você descobre que não consegue ler cardápios, mapas ou praticamente nada porque o livro decidiu que você não é esperto o bastante para memorizar os caracteres chineses.

A raiz do problema se deve ao fato que estes livros tentam ensinar japonês com o português. Eles querem ensinar a você na primeira página como dizer, “Olá, meu nome é Carlos”, mas eles não falam nada sobre as decisões arbitrárias por trás de tudo isso. Ainda que aprender a forma polida antes da forma do dicionário não faça nenhum sentido, eles podem ter decidido usar a forma polida. Eles também podem ter decidido incluir o sujeito, mesmo que não seja necessário e seja excluído na maior parte das vezes. Na realidade, a maneira mais comum de se dizer algo do tipo “Meu nome é Carlos” em japonês é dizer “sou Carlos”. Isso porque a maior parte da informação é deduzida do contexto e, portanto, excluída. Mas os livros explicam a maneira como as coisas funcionam no japonês? Não, porque eles estão muito ocupados em empurrar-lhe frases “úteis” para se dizer logo de cara. Isto resulta na grande bagunça de texto do tipo “use isto, se quiser dizer isto” e deixa o leitor com um sentimento de confusão por não saber como as coisas realmente funcionam.

A solução para este problema é explicar o japonês de um ponto de vista japonês. Pegue o japonês e explique como funciona; desista de tentar forçar o que você quer dizer em português para o japonês. Coerentemente, é importante explicar coisas de uma maneira que faça sentido em japonês. Se você precisa saber [A] para entender [B], não trate sobre [B] primeiro porque você quer ensinar uma certa frase.

Basicamente, o que precisamos é um guia japonês para aprender gramática japonesa.

Um guia japonês para aprender gramática japonesa

Este guia é uma tentativa de sistematicamente construir estruturas gramaticais que compõem a língua japonesa de uma maneira que faça sentido em Japonês. Ele pode não ser uma ferramenta prática para aprendizagem rápida e imediata de frases úteis em japonês (por exemplo, para aprender frases comuns para viagem). No entanto, ele criará, de maneira lógica, blocos gramaticais que resultarão em uma sólida base gramatical. Quem aprendeu japonês pelos livros didáticos verá grandes diferenças em como o material é ordenado e apresentado. Isto porque este guia não procura criar laços artificiais entre o português e o japonês pela apresentação de material de uma maneira que faça sentido em português. Ao invés disto, exemplos com traduções mostrarão como as idéias são expressas em japonês, resultando em uma explicação mais simples e fácil de entender.

No início, as traduções para o português dos exemplos serão também o mais literal possível para mostrar o significado em um sentido japonês. Isto freqüentemente gerará resultados gramaticalmente incorretos no português. Por exemplo, as traduções podem não ter sujeito porque em japonês não há necessidade. Ou, já que os artigos “o”, “a”, “um” e “uma” não existem em japonês, as traduções também não os terão. E já que no japonês não distingue entre uma ação futura e uma afirmação geral como em “Eu abrirei a porta” vs. “Eu abro a porta”, não será necessariamente feita nenhuma distinção na tradução. Eu tenho esperança de que as explicações destes exemplos sejam suficientes para indicar um sentido preciso do que as sentenças significam em japonês. Uma vez que o leitor se familiarize com o pensamento japonês se sinta confortável em pensar assim, as traduções serão menos literais para que dessa forma façam as sentenças mais legíveis e focadas em tópicos mais avançados.

Esteja avisado que há vantagens e desvantagens na construção sistemática de uma base gramatical a partir do nada. Em japonês, os conceitos gramaticais mais essenciais são mais difíceis de entender e a maioria dos vocábulos simples são os que mais têm exceções. Isso significa que a parte mais difícil da língua vem primeiro. Os livros didáticos normalmente não iniciam desta forma; temendo assustar ou frustrar os interessados na língua. Ao invés disto, eles tentam procrastinar o aprofundamento nas regras de conjugações mais difíceis remendando e distraindo o leitor, de maneira a poder começar a ensinar expressões úteis logo de cara. (Estou falando, em particular, sobre as conjugações verbais para o passado) Este é um bom início para alguns, no entanto, isto pode criar mais confusão e problemas futuramente, mais ou menos como construir uma casa sobre uma fundação fraca. As partes difíceis precisam ser passadas, de qualquer forma. No entanto, se você as passa no início, as partes mais fáceis serão mais fáceis ainda porque caberão direitinho na fundação que você terá criado. O japonês é sintaticamente muito mais consistente que o português. Se você aprender as regras de conjugação mais difíceis, a maioria das regras gramaticais restantes serão construídas em regras similares ou idênticas. A única parte difícil a partir daí é ordenar e lembrar todas as possíveis expressões e combinações de forma que você as use nas situações corretas.

  • Antes de você iniciar este guia, saiba que os meio-colchetes (como estes:「」) são a versão japonesa das aspas.

O que não é abordado neste guia?

O princípio primário para decidir o que cobrir neste guia foi perguntar a mim mesmo, “O que não pode ser encontrado em um dicionário?” ou “O que é mal explicado em um dicionário?”. Trabalhando neste guia, logo veio à tona o fato de que não seria possível discutir as propriedades únicas de cada palavra que não correspondem direito ao português. (Eu tentei fazer uma lista de vocabulário, mas desisti logo.) Ocasionalmente, haverá uma descrição das propriedades de palavras específicas quando o contexto for apropriado e a propriedade for excepcional o bastante. Entretanto, em geral, aprender as nuances de cada uma das palavras fica a critério do leitor. Por exemplo, você não verá a explicação de que a palavra “alto” em japonês, pode significar tanto “alto” como “caro”. O dicionário eletrônico, que pode ser encontrado aqui (mirrors também disponíveis), é um dicionário extensivo que não contém apenas mais vocábulos que dicionários comuns em livrarias, mas também freqüentemente contém exemplos em frases. Ele o ajudará a aprender o vocabulário muito melhor do que eu jamais poderia. Também sugiro não gastar dinheiro nenhum comprando qualquer dicionário japonês-inglês/inglês-japonês de papel pois a maioria deles no mercado estadunidense são lamentavelmente inadequados. (Puxa, é de graça e é melhor! Faz alguém lembrar de software livre?)

Sugestões

Meu conselho para quando você for praticar japonês: se você se pegar tentado descobrir como dizer um pensamento português em japonês, poupe seu tempo e desista porque você não irá conseguir direito 100% das vezes. Você deve sempre manter em mente: se você ainda não sabe como dizer, então você não sabe como dizer. Ao invés disto, se você puder, pergunte a alguém como dizer em japonês, na hora, incluindo uma explicação completa do seu uso, e comece a treinar em japonês. Um idioma não é um problema de matemática; você não precisa descobrir a resposta. Se você praticar a partir da pergunta, você desenvolverá bons hábitos que o ajudrão a formular sentenças corretas e naturais em japonês.

Essa é a razão pela qual eu sou firme na crença de aprender através de exemplos. Exemplos e experiência serão suas ferramentas principais para dominar o japonês. Então, mesmo que você não entenda algo completamente logo de cara, siga em frente e consulte novamente quando você vir mais exemplos. Isso permitirá que você consiga um melhor senso de como é usado em vários contextos diferentes. Infelizmente, escrever exemplos é algo lento e consome muito tempo. (Estou fazendo meu melhor!) Mas para sua sorte, o japonês está em todo lugar, especialmente na Internet. Eu recomendo que você pratique o japonês o máximo que você puder e consulte este guia apenas quando não entender a gramática. A Internet, por si só, tem uma farta variedade de material de leitura incluindo páginas de Internet, fóruns e salas de bate-papo on-line. Comprar livros ou revistas em quadrinhos também é uma excelente (e divertida) maneira de aumentar seu vocabulário e praticar suas habilidades de leitura. Além disto, eu acredito que seja impossível aprender a pronúncia correta e habilidades de audição sem um modelo. Praticar audição e fala com pessoas que falem fluentemente o japonês é uma necessidade se você deseja dominar conversação. Enquanto que escutar materiais de audição como fitas-cassete e televisão possa ser bem educativo, não há nada melhor que um ser humano de verdade com o qual você possa aprender a pronúncia, a entonação e o fluxo natural de conversação. Se você tem perguntas específicas que não são abordados por este guia você pode me mandar um e-mail ou ir neste fórum (em inglês) Japanese grammar guide forum.

Não se sinta desencorajado pela vasta quantidade de material que você precisará dominar. Lembre-se: cada nova palavra ou regra aprendida é um passo mais perto de dominar o idioma!

Requerimentos

Já que o japonês é escrito em japonês neste guia (como deveria ser e NÃO em romaji) seu navegador (browser) deverá ser capaz de mostrar fontes japonesas. Se 「こんにちは」 não parecer como http://www.guidetojapanese.org/portuguese/konnichiwa.gif (menos a diferença nas fontes), você precisará instalar algum tipo de suporte à língua japonesa ou usar algum tipo de portal (gateway) que converta esses caracteres. Links para instruções e um portal de tradução estão abaixo.

Japanese Language Support


Translation Gateway (consideravelmente mais devagar)

Além disto, por favor, certifique-se que você tem um navegador recente para desfrutar de todos os benefícios das folhas de estilo (stylesheets). Eu recomendo Firefox.

Não se preocupe em ter que manualmente verificar todos os Kanjis e vocábulos. Você pode ir para o WWWJDIC e colar todos os exemplos para rapidamente dar uma olhada em todas as palavras, em inglês.

Todo o material apresentado aqui, incluindo os exemplos, é original, exceto por alguns termos comuns ou quando for declarado explicitamente. Espero que você aproveite este guia o tanto quanto eu apreciei em escrever, que, aliás, é frustrante e consome muito tempo, mas ainda assim estranhamente misturado com um enorme sentimento de satisfação.

Também há (muitos) pequenos erros, tipográficos especialmente, porque eu escrevi no ed, haha, brincadeira! (Desculpe, piada de nerd). Na verdade eu escrevi no Bloco de Notas, o qual não tem nenhum corretor ortográfico, então, por favor, perdoe os inúmeros erros tipográficos! E por favor não hesite em mandar qualquer comentário, correção ou sugestão para Japanese Grammar Guide Forum.

Bom, sem mais papo furado. Bons estudos!


-Tae Kim


Nota de tradução: OK, a piada do último parágrafo não se aplica à tradução porque eu fiz isso no wiki, mas eu quis traduzir mesmo assim. E mais. VIm rlz!!!

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